Amor bandido - Carol Prestes

Arromba a porta,

grita em meu ouvido,

os sussurros de ontem.

Me empurra,

pra bem longe da realidade.

Impõe saudade.

Rouba meu juízo, me tortura,

amarra as mãos,

me soca o estômago avesso.

E, cruelmente, solta borboletas,

que me dobram de cócegas.

(Amor)daça a boca aberta,

cala qualquer pensamento

que se atreva não ser você.

Mergulha minha cabeça,

embriaga e me afoga,

no amor mais violento e procurado.

Sem direito de defesa,

me vejo presa

nos (en)cantos de sua cela.

Respondo em liberdade

Ao desejo que chama.

Bateu forte,

e eu, que apanho sorrindo,

Me rendo a esse amor bandido.

 

Carol Prestes

 

...

 

Carol Prestes é terapeuta, filósofa clínica e sensei do Dojô Padma. 

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